sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Da Janela do aposento 77: O fim, inglório, do cinismo

 

 

[fuinha]

Declaração de interesse:

Embora tenha acreditado, de forma inocente, no convite da Presidência para participar activamente na vida democrática do país, enviámos, e por diversas vezes, missivas, críticas e observações com pedido de esclarecimento. Sublinha-se, para os devidos efeitos, que nunca recebemos qualquer resposta.

Portanto, no deve e haver das obrigações democráticas, estamos quites.

Do mesmo modo inglório, escusava a Presidência sujeitar, no final de mandato e no amplo cenário europeu, o cidadão ciente dos superiores valores da democracia, e do decoro, a um exercício supremo de cinismo.

O cidadão esclarecido, de forma abrangente pelo domínio do universo político, social e cultural do país, não se esqueceu da forma ínvia e indecoroso como se substituiu um governo legitimamente eleito.

No final de mandato, querer ganhar louros com competência alheias, colocando-se ao lado do então Primeiro-Ministro, não apaga o malefício.

Ficou o cidadão com uma governança lastimável, em todos os sentidos essenciais da vida democrática. Espezinhados os alicerces da vida democrática, com desrespeito pela vida social e solidária, indisfarçável ignorância cultural e a entrega vergonhosa da assistência básica aos privados, são estes os resultados de quem nos entregou a uma empreitada “sem qualidades”, como se diz num livro, conhecido, aliás, apenas para os poucos atentos.

HMJ


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