quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Previsivelmente


Como sempre nestes casos, e por altura de eleições, o inefável MP e o seu reptilínio PGR lá tiraram um esqueleto do armário para tentar influenciar, pela positiva, o seu venturoso favorito nas presidenciais. E nem é preciso adivinhar que, findas as eleições, os incompetentes justiceiros irão arquivar o processo, descansadamente.

Um poema, para o acabar do ano

 


Ver Claro

Toda a poesia é luminosa, até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro dentro de si.
E o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar
outra vez e outra vez
e outra vez
a essas sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade.
Abençoado seja se lá chegar.



Eugénio de Andrade (1923-2005), in Os Sulcos da Sede (2001).

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Citações DXXVI

 

O poema - esta hesitação prolongada entre o som e o sentido.

Paul Valéry (1871-1945), in Tel quel.

domingo, 28 de dezembro de 2025

Memória 157

BB

 

Descoberta, duplamente, por Roger Vadim, Brigitte Bardot (1934-2025) era uma mulher que não se podia ignorar, por boas e más razões. Da defesa dos animais até à sua colagem à extrema-direita. A famosa actriz de cinema faleceu hoje com 91 anos.

Bibliofilia 228

 


É um livrinho estimado, bem encadernado, e que adquiri em finais dos anos 80 do século passado, em Lisboa, por Esc. 780$00, ao sr. Tarcísio Trindade, na rua do Alecrim. Curiosamente, a obra não consta, ao que parece, dos arquivos da BNF.
O seu autor, Raphael E. M. de Noter (1857-1936), belga naturalizado francês, era um linguista, mas também biólogo e agrónomo. Esta obra, sobre o calão francês, foi editada em 1901. Desta mesma impressão, em leilão do Palácio do Correio Velho (lote 140), em 2021, constava um exemplar, com uma estimativa de venda entre 15 a 30 euros.



sábado, 27 de dezembro de 2025

Humor Negro (28)

 


Sem palavras.

As palavras do dia (63)

 


Depois do Carreira, a escolha é, realmente, uma subida na fasquia da qualidade...

Os cucos e as rémoras



Também a blogosfera, por vezes, copia a Natureza e o parasitismo de algumas espécies de animais. Acho por exemplo, no mínimo, insólito que alguns comentadores, que nuns casos nem sequer têm blogue próprio, ao comentar, excedam generosamente o tamanho do texto do poste que comentam... E aproveitem para falar, desordenadamente (quando poderiam criar um blogue onde poderiam falar/escrever à largueza desmesurada...), de tudo e de nada, sem propósito -, eles que são os incontinentes mentais. Tal como os cucos que põem os seus ovos nos ninhos de outros pássaros para eles os chocarem; ou as rémoras que se colam, com as suas ventosas, aos tubarões e às tartarugas, nem pedindo licença para a boleia que usam, graciosamente.



sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Pinacoteca Pessoal 218

 

William Nicholson (1872-1949), pintor inglês, distribuiu a sua actividade também por outras formas artísticas, tais como gravador, cenarista e até ilustrador de livros, sobretudo infantis. Em todas elas revelou um grande talento. Era sobretudo um bom pintor de naturezas mortas e um retratista.




A sua aprendizagem fez-se, indirectamente, com Joshua Reynolds, mas foi também encorajado por James Whistler. Tendo contribuído para a aprendizagem de Churchill, que o tinha em grande consideração. 



Chamo a atenção especial para a gravura que William Nicholson fez da rainha Victória e do seu cão.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Revivalismo Ligeiro CCCXLVIII

A propósito, embora de voz enfraquecida...

Ideias fixas 102

 
O supremo fala barato da nação marcou um Conselho de Estado para 9 de Janeiro de 2026. Pergunta-se para quê? Até que a instituição, em si, não é propriamente um encontro de família, coisa que talvez o "lelé da cuca", depois de tantos anos de exercício, na Presidência, ainda não tenha percebido. Ou não queira perceber.

Comic Relief (166)

 

... Cada macaco no seu galho...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Votos de Bom Ano de 2026

 


Somos Europeus, com orgulho na defesa da Democracia. E mais não digo.

Post de HMJ

Natalício

Recomendado : cento e dez



Acabei de comprar este Lire magazine (nº 547) que, antecipadamente, se destina ao mês de Janeiro de 2026. A temática sobre o regresso em força da literatura policial, bem como o artigo Simenon et l'école française levam-me a recomendá-lo a quem se interessa por estes assuntos específicos.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Boas Festas

 

A todos, Amigos, Comentadores e Visitas que por aqui passem, os melhores votos natalícios, bem como as maiores felicidades para o próximo Ano Novo de 2026.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Mercearias Finas 214



Como por todos os Natais, HMJ não deixa de fazer os Mexidos, com base numa receita tradicional do Minho. Provados, estão óptimos. Falta apenas dizer que, em anos antigos, este doce de colher não era tão bem recheado...

Uma valsa de e por Haim Shapira (1962)

domingo, 21 de dezembro de 2025

Citações DXXV

 


São-nos precisas poucas palavras para exprimir o essencial.

Paul Éluard (1895-1952), in Avenir de la poésie (1937).

sábado, 20 de dezembro de 2025

Uma fotografia, de vez em quando... 204

 

Vocação tardia de fotógrafa, mas também escritora, a norte-americana Diane Airbus nasceu a 14 de Março de 1923 em Nova Iorque, tendo-se suicidado em 1971, depois de passar por vários estados depressivos.



A sua obra singular retrata sobretudo pessoas comuns e, nalguns casos, marginalizadas da sociedade.




sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

impromptu 86

 


O rasto do vento. Felizmente, sem danos pessoais.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Revivalismo Ligeiro CCCXLVII


Um fado menos conhecido de Carlos do Carmo

Osmose 147

 
Há o estado de espírito e o estado físico, que nem sempre coincidem, embora se influenciem mutuamente. E, depois, há uma espécie de piloto automático, em lugar desconhecido, que nos controla na sombra e de que nós nem sequer sabemos quais são os seus objectivos concretos e a que se destinam.
É por isso que eu, quando ouço falar em liberdade humana, me dá vontade de sorrir.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Leituras paralelas 3

 

A propósito de Paul Éluard (1895-1952), o escritor Claude Roy (1915-1997) anota, sobre a declamação da poesia francesa, algumas observações pertinentes que também se poderiam aplicar à forma de declamar poesia portuguesa, pela mesma época do tempo. Ora, citemos, traduzindo:
"... Há apenas uma coisa que o (Éluard) trai e que são os seus discos. A sua dicção era a de muitos poetas, em atraso de 30 anos sobre a sua poesia; quando se ouvem Breton, Aragon, Éluard, apercebêmo-nos que é  poesia dos anos 30 ou 50 gravada com a técnica teatral de 1890 ou 1910."

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

A saga da manga

 

A saga continua. Desta vez a manga é comprida. (A ver se acerta, ó criatura!)
Haja coerência! Para quando a divina proporção?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Joseph Haydn (1732-1809)

Saudades...



 ... de Pinochet - assim vai o Chile.
Como costumo dizer: o povo é mesmo burro.