terça-feira, 9 de junho de 2026

Cerejas

 

Desta vez não vieram de Resende (Viseu), mas da improvavelmente nomeada aldeia de Alcongosta, do concelho do Fundão. Embora as cerejas tenham descido de preço, ainda estão caras: 7,80 euros o quilo. E dos cerca de 4 quilos trabalhados, ainda se deitaram fora 380 gramas de caroços, inúteis para o serviço e fabrico da compota que, felizmente, ficou muito boa.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Últimas aquisições (67)

 


Esteticamente muito apelativos, os dois livrinhos foram comprados há pouco tempo, novos. O de António Maria Lisboa (1928-1953) reúne a obra completa do poeta e o de Wenceslau de Morais (1854-1929) aborda, com ilustrações, cópia das originais, temas alusivos ao chá, no Oriente. Edições com preços equilibrados.

domingo, 7 de junho de 2026

sábado, 6 de junho de 2026

Mercearias Finas 218

 

O postal é já antigo, mas o tema ainda é actual. Quanto aos mexilhões, os melhores que comi, à Espanhola, foi no Rio Grande, ao Cais do Sodré, durante anos. Hoje não, que o restaurante perdeu completamente a sua qualidade e boa cozinha original.
Da sugestão da imagem, trocaria a cerveja belga, por um branco fresco de Bucelas ou um Alvarinho, que vai muito melhor para companhia.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Uma fotografia, de vez em quando... 210


 
Bem poderia ser um colar de finas pérolas... mas é apenas uma teia de aranha matinal orvalhada, fotografada por um autor não identificado. Mas talentoso.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Citações DXXXV

 

A minha tristeza é no fundo religiosa. É por isso que ela é incurável.

E. M. Cioran (1911-1995), in Cahiers / 1957-1972 (pg. 250).

terça-feira, 2 de junho de 2026

Estado da natura 15

 

O aspecto das oliveirinhas das varandas a leste e a sul pressagiam safras generosas. Quem sabe se a ultrapassar recordes passados?
A ver vamos lá mais para o fim do ano.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Abusos para além da complexidade dos números !



Aproveitando o lamento do “duas ou três coisas”,sobre a complexidade das informações nas facturas relativas às empresas de luz, água, telemóveis, etc, que, certamente, a maioria dos consumidores ignora, acrescento um recurso da EPAL completamente inaceitável.

A EPAL, para além de ter uma tarifa substancialmente superior às suas congéneres da área do Sul do Tejo, i.e., três vezes mais, costuma avisar, com um dia de antecedência a leitura do contador, muitas vezes ainda dentro de casa.

Ora, a empresa pública continua, apesar de reclamações insistentes da minha parte, a solicitar a colocação de “um papelinho” na porta com a leitura, em caso de ausência na habitação.

Já alguém naqueles andares da EPAL avaliou o completo ataque à segurança desta medida, apesar de denúncia sistemáticas da minha parte ? Haverá melhor, para um eventual assalto a uma habitação, do que um aviso, na porta de entrada, informando que o proprietário se encontra ausente ?

Não restam dúvidas de que, no conjunto da nossa vida colectiva – educação, saúde, serviços públicos – substituíram-se as regras de bom senso, educação cívica e democrática, de pessoas bem formadas,  por umas “parlermices” sem nexos, sem orientação nem proveito.

Infelizmente, com ganho para umas pretensas literacias espúrias para alimentar um exército de ignorantes, promovidos a “doutores” de ciências nulas e ocultas. 

Pena é que não se promova um ensino democrático, orientado para o desenvolvimentos do pensamento, com autonomia, valores cívicos e democráticos, para capacitar  os cidadãos a resistir a esta inovação de ocultação e menorização da população. 

Post de HMJ


Antologia 27

 

Os livros antigos pagam liberalmente a quem os atura. Não ha velhice mais dadivosa e agradecida do que a d'elles. Sentam-se comnosco á sombra de arvores, suas coevas, e contam-nos coisas que viram os plantadores das arvores. Nos silencios das noites giadas dos nossos janeiros, elles, que os contam aos centos, aconchegam-se de nós e conversam com o mesmo affecto das tardes estivas, embora o frio lhes esteja orvalhando os pergaminhos das capas. Optimos amigos que nem quando nos adormecem se agastam, e até soffrem ser ouvidos sem ser escutados!

Camilo Castelo Branco (1825-1890), in prefácio de Cavar em Ruinas.

Adagiário CCCXCIII

 


Galinha pedrês, não a comas, não a vendas, não a dês.