As orquídeas, para um ignorante como eu, são um projecto lento. Ou parecem ser. Exigem paciência desmedida e pouca água. Parecem florescer por capricho.
Dentro de casa, ou nas varandas que dão para o ar livre, exterior, quatro ou cinco pés morreram em silêncio, no decurso dos nossos 10 últimos anos.
Dos novos, um dos pés, no interior, não dá sinal de vida, há mais de 2 anos. Mas, na varanda a leste, o outro pé de orquídea, minuciosa e lentamente, com dois ramos, entre seis folhas verdes espessas e elegantes, vai-se pronunciando (sem abrir ainda) com nove brotos esperançosos. Que eu olho de lado, discretamente - quando lá me sento, ao fim da tarde -, para evitar que se arrependam de florir.
Longe vá o agouro!...























