Primeiro levaram os negros,
mas não me preocupei com isso:
porque eu não era negro.
De seguida, levaram alguns operários,
mas não me preocupei com isso:
eu nem era operário.
Depois prenderam os malandros,
mas eu não me preocupei com isso:
porque eu não sou malandro.
Depois levaram alguns desempregados,
mas como eu tenho emprego
não fiquei preocupado.
Agora vieram para me levar,
mas já é muito tarde.
Como não me preocupei com ninguém,
ninguém se importa comigo.
Nota: versão muito livre do poema de Bertolt Brecht.
Com votos de bom fim de semana!
Há 22 horas

Na linha da velha máxima de «só acontece aos outros».
ResponderEliminarBom dia!
Sem dúvida, MR. E uma máxima sábia sobre o comportamento humano, no egoismo e cegueira mental.
EliminarBom dia!
Bingo! Escolha mais adequada não podia ter feito, APS!
ResponderEliminarO velho BB sempre atual e oportuno!
Tenho este poema num livrinho da colecção forma, que comprei em Maio de 73. ;)
Desejo-lhe um ótimo dia!
Muito obrigado, Maria!
EliminarTodo este arrastar de situação, que só comprova a mediocridade dos burocratas e dirigentes europeus, para além da falta de uma estratégia para a Europa, me tem ensombrado os últimos dias. E não tenho a menor dúvida que, se a Grécia sair, Portugal será o seguinte país, por ser o elo mais frágil.
Um bom fim-de-semana!
Afinal estava enganada, não encontro o poema nesse livrinho. E nem num outro intitulado "Poemas e Canções" - selecção e versão portuguesa de Paulo Quintela. Mas conhecia-o. A memória já nos prega cada partida!!! ;)
ResponderEliminarA mim também me acontece. Aliás, este poema pensava-o, recordado, como se fosse passado numa rua e acontecido num bairro judeu (Veja lá, Maria!), quando, de facto, não era.
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