Por iniciativa da Unesco, celebra-se hoje o Dia Mundial da Poesia. E como, pelo menos do meu ponto de vista, a memória é indissociável da poesia, aqui deixo o início de uma elegia, em que Camões aborda o tema. E também fica o convite para que as visitas do Arpose procurem os restantes versos deste poema, escrito pelo nosso poeta maior.
Com votos de bom fim de semana!
Há 21 horas
Não deixa de me recordar a guerra do Acordo Ortográfico e a defesa acérrima da ortografia de um período muito específico da História de Portugal (aí entre 1975 e 2008) que alguns fazem como sendo a essência da nossa Língua. Costumam, no argumentário, referir-se à "língua de Camões", vilipendiada pelo AO de 1990, esse crime de lesa-pátria. Lendo como Camões escrevia, fico perplexo.
ResponderEliminarPara lhe ser franco, meu caro Artur Costa, não terço convictamente por nenhuma das partes, embora continue a escrever à "antiga" - uma das vantagens de já não estar na vida activa e de nunca ter sido funcionário público. Apesar de tudo, acho que há argumentos atendíveis, quer de uma quer da outra parte da barricada.
ResponderEliminarSobre o assunto, já aqui falei, há tempos. E aduzo sempre o mesmo exemplo de reflexão: por que será que a Inglaterra nunca se preocupou em tentar uniformizar, ortograficamente, o inglês estado-unidense, o australiano, o canadense...? Porque, uma coisa é a evolução natural de um idioma, outra a obrigação imposto. E, por isso, daqui por 40/50 anos, teremos de fazer um novo AO. A língua é como se fosse uma coisa viva e sempre em movimento.