Da cor de burro quando foge, sabia eu, agora da cor isabel, aplicada a cavalos, nunca em tal ouvira falar, se não fora, há dias, um meu Amigo se lhe ter referido. Ora, ao que parece, diz-se assim do cavalo de cor entre o amarelo e o branco. E, a história, conta-se em poucas palavras. A filha de Filipe II, de nome Isabel Clara Eugénia de Áustria (1556-1633), que acompanhou o marido, no cerco a Ostende, prometeu que só tiraria a camisa (interior), quando a praça se rendesse. Ostende resistiu quase três anos. E a camisa quando foi mudada estava bastante acastanhada, pelo tempo e sujidade...
Antero de Figueiredo usa "das isabéis, dos alazões doirados", no seu Espanha, e a Enciclopédia Luso-Brasileira também regista o significado. Não o teria sonhado Isabel d'Áustria, aquando da promessa!
Ou teria sido, talvez, mais comedida...
abraço grato a A. de A. M..
Confesso a minha "santa" ignorância sobre essa cor.
ResponderEliminarTambém eu a não conhecia, até há poucos dias...
ResponderEliminarOs cavalos para serem considerados como sendo de pelagem isabel terão de ter, para além da cor descrita, crinas claras e olhos azuis. Se os olhos não forem azuis serão talvez palominos.
ResponderEliminarPois louvo-lhe os conhecimentos equestres, que agradeço.
EliminarEssa história é "lenda urbana". O termo Isabel ou Isabelino para referir a cor já era usado antes do cerco de Ostende
ResponderEliminar