O cheiro do Verão
Quem me traz morangos não sabe
que também me traz
um punhado
desses tão delicados e carnais
frutos silvestres
que os garotos de Roma vendem
pelas ruas, sorrindo, ao fim da tarde.
Só eles me trazem a sombra
dos bosques do verão,
e o canto do rouxinol
pegado ainda à frescura da pele.
Eugénio de Andrade (1923-2005), in Rente ao Dizer (1992).

Muito obrigada por trazer aqui O cheiro de Verão, de E. de A., se bem que eu tenha o poema cá em casa e o dia esteja de Inverno.
ResponderEliminarBom domingo! 🍓
Realmente, Maria, o tempo não está a ajudar e os morangos ainda estão deslavados, mas eu gosto de lembrar ciclicamente os versos de E. de A.
EliminarRetribuo, cordialmente.
Maravilha! Bom dia!
ResponderEliminarDe acordo.
EliminarBoa tarde.