sábado, 18 de julho de 2026

Pinacoteca Pessoal 223

 


Por motivos óbvios um dos resultados colaterais das guerras são os saques. Ainda durante a II Grande Guerra, a magnífica colecção de arte (cerca de 450 obras) do francês Armand Dorville (1873-1941) foi dispersa através de um leilão levado a efeito em Nice, no ano de 1942. A receita, por força das leis nazis, foi confiscada aos herdeiros, e só em 1947 eles foram ressarcidos, através de uma quantia ridícula e desajustada, em fundos de Tesouro.



Entre as pinturas vendidas, encontravam-se 3 obras do pintor belga Félicien Rops (1833-1898), das quais talvez a mais conhecida era  La Buveuse d'absinthe (1877), retrato duma jovem mulher com vestido azul que, na época, se encontrava ébria todas as noites no baile Bullier, em Paris.


Finalmente, só em 2022, após cerca de oitenta anos, os herdeiros de Armand Dorville foram ressarcidos da perda desta aguarela que, por acordo entre as partes e com pagamento da devida indemnização, ficou a pertencer, legal e definitivamente, à Biblioteca Real da Bélgica.



4 comentários:

  1. A quantidade de saques de obras de arte feitos pelos nazis...
    Fiquei há dias a saber, através do discurso que Macron proferiu na entrada de Marc Bloch no Panteão francês, que o historiador tinha (em 1944!!!) uma biblioteca com 100 000 volumes, que foi confiscada, penso que em Montpellier, e dispersa na Alemanha.
    Há poucos anos assistimos àquela vergonha de soldados americanos a saquearem o Museu de Bagdade.
    Bom domingo!

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    1. Um dos nossos casos foi a Bíblia dos Jerónimos, roubada pelos franceses, só mais tarde recuperada.
      Boa noite.

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  2. Muito interessante. Não conhecia. Bom Domingo!

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    1. Também só soube desta história recentemente.
      Boa noite.

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