Os livros antigos pagam liberalmente a quem os atura. Não ha velhice mais dadivosa e agradecida do que a d'elles. Sentam-se comnosco á sombra de arvores, suas coevas, e contam-nos coisas que viram os plantadores das arvores. Nos silencios das noites giadas dos nossos janeiros, elles, que os contam aos centos, aconchegam-se de nós e conversam com o mesmo affecto das tardes estivas, embora o frio lhes esteja orvalhando os pergaminhos das capas. Optimos amigos que nem quando nos adormecem se agastam, e até soffrem ser ouvidos sem ser escutados!
Camilo Castelo Branco (1825-1890), in prefácio de Cavar em Ruinas.

Mesmo em junho, sinto o mesmo pelos livros - são sempre amigos. Se a humidade é má para os livros, o calor não é melhor.
ResponderEliminarBom dia!
Estamos de acordo.
EliminarBom dia.
Belo excerto. Boa tarde!
ResponderEliminarInteiramente de acordo.
EliminarBom dia.
Na semana passada fui à apresentação de um livro sobre Camilo Castelo Branco. Uma nova edição do livro "Camilo Castelo Branco, Autobiografia" da autoria de Francisco Tavares Proença Júnior . Teve uma palestra, muito interessante, pelo Dr. Ernesto Rodrigues (da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa ).
ResponderEliminarUm bom feriado:))
Pena eu não ter acompanhado..:-(
ResponderEliminarAgradeço e retribuo.